Antes de pedir um orçamento, quase toda a gente faz a mesma pergunta: a minha casa é adequada para isto? É uma dúvida razoável, porque existe a ideia de que a aerotermia obriga a levantar o pavimento, trocar todos os radiadores e fazer uma remodelação integral. Na maioria dos casos, não é assim, mas nem todas as habitações são candidatas ideais.
Neste guia, analisamos, um por um, os requisitos reais que uma habitação deve cumprir para instalar uma bomba de calor aerotérmica: espaço, emissores, instalação elétrica, licenças e obras. E também os casos em que convém pensar duas vezes.
Resposta rápida: os 5 requisitos que realmente importam
- Um espaço exterior ventilado para a unidade: terraço, jardim, pátio, cobertura ou fachada com suporte. Basta uma área de cerca de 1 m².
- Um circuito de água: radiadores, piso radiante ou ventiloconvectores. Se já tem aquecimento por água, 80% do trabalho está feito.
- Um pequeno espaço interior para a unidade hidráulica e, se quiser AQS, o acumulador.
- Fornecimento elétrico suficiente e um quadro em boas condições.
- Autorização para colocar a unidade exterior se vive num condomínio ou numa zona protegida.
Se a sua habitação cumpre os cinco requisitos, é adequada. O resto são questões de dimensionamento, não de viabilidade.

1. Espaço exterior: de quanto precisa realmente
A gama aerotérmica da Ecoforest é monobloco ar-água: todos os componentes do circuito frigorífico ficam dentro da unidade exterior, e a ligação à habitação é exclusivamente hidráulica. Isto tem duas consequências práticas importantes:
- Não há tubagens de refrigerante a percorrer a casa, apenas tubos de água.
- A instalação é mais simples e reduz-se o risco de fugas de gás dentro da habitação.
Quanto às dimensões, o modelo mais compacto da gama, a ecoAIR+ 1-7 PRO, mede 823 × 1050 × 435 mm (largura × altura × profundidade). Ou seja, ocupa aproximadamente o mesmo espaço que uma máquina de lavar roupa, mas no exterior. No extremo oposto, a ecoAIR+ EVI 4-20, concebida para habitações grandes ou com necessidades elevadas, mede 1254 × 1350 × 625 mm.
O que deve verificar no seu caso:
- Que haja ar livre à volta: a unidade retira calor do ar exterior e expulsa-o mais frio. Se a fechar num espaço sem ventilação, irá recircular o seu próprio ar e perder rendimento. As distâncias mínimas concretas estão indicadas no manual de instalação de cada modelo.
- Que a base seja firme e esteja nivelada, ligeiramente elevada em relação ao solo para evitar a acumulação de água do descongelamento.
- Que haja uma saída para os condensados no inverno.
- Que o local seja acessível para a manutenção.
Não é necessário: uma sala de máquinas, um compartimento técnico dedicado nem uma cobertura reforçada em moradias unifamiliares comuns.
2. Emissores: tenho de trocar os radiadores?
Esta é a pergunta que mais trava as pessoas e sobre a qual existe mais desinformação.
A bomba de calor aerotérmica convencional funciona bem a baixa temperatura (piso radiante, 35-45 °C) e tem mais dificuldade com radiadores antigos, concebidos para 70-80 °C. Daí o mito de que é preciso levantar o pavimento.
A Ecoforest resolveu esta questão ao apostar no refrigerante natural R290 (propano) em toda a sua gama ecoAIR+ PRO. Graças a ele, estes equipamentos produzem água de saída acima dos 70 °C sem necessidade de ativar resistências elétricas de apoio, ou seja, temperaturas semelhantes às de uma caldeira a gás ou gasóleo. Na prática: pode manter os radiadores existentes, mesmo os de ferro fundido ou alumínio de uma instalação antiga.
Os emissores compatíveis com a gama ecoAIR+ são:
| Emissor | Compatível | Comentário |
|---|---|---|
| Piso radiante | Sim | A combinação mais eficiente |
| Radiadores de baixa temperatura | Sim | Excelente rendimento |
| Radiadores convencionais (alumínio, ferro) | Sim | Possível graças ao R290 e a temperaturas >70 °C |
| Ventiloconvectores | Sim | Permitem aquecer e arrefecer com o mesmo emissor |
| Unidades split de ar condicionado | Não | São sistemas ar-ar, não partilham o circuito |
A ressalva importante: ser possível não significa ser o ideal. Quanto mais elevada for a temperatura de saída, menor será o rendimento sazonal. Se a superfície dos seus radiadores for muito insuficiente, um instalador competente irá propor ampliar algum emissor nas divisões mais frias ou acrescentar um ventiloconvector, em vez de obrigar a bomba a trabalhar sempre no máximo. É uma intervenção pontual, não uma remodelação.
Saiba mais sobre este ponto no nosso guia sobre aerotermia em apartamentos antigos com radiadores.
3. Espaço interior: a unidade hidráulica e a AQS
Por ser um sistema monobloco, a parte interior é mínima. Consoante a configuração escolhida:
- Apenas aquecimento e arrefecimento: basta um pequeno módulo hidráulico e o painel de controlo.
- Aquecimento + AQS: precisa de um acumulador. As unidades interiores HK-Compact da Ecoforest integram os principais elementos do circuito hidráulico juntamente com um acumulador de aço inoxidável de 165 litros, evitando a necessidade de instalar separadamente o depósito, a bomba, o vaso de expansão e as válvulas.
Um armário, um espaço debaixo das escadas, uma lavandaria ou o próprio local onde tinha a caldeira costumam ser suficientes. Aliás, o compartimento onde estava a sua antiga caldeira a gasóleo quase sempre tem espaço de sobra.
4. Instalação elétrica
A gama ecoAIR+ está disponível com alimentação monofásica (230 V) e trifásica (400 V), pelo que a maioria das habitações espanholas não precisa de mudar o tipo de fornecimento.
O que convém verificar previamente:
- Potência contratada. A tecnologia Inverter ajusta a potência a partir de valores muito baixos (a ecoAIR+ 1-7 PRO arranca com 1 kW térmico), evitando os grandes picos de arranque dos sistemas de funcionamento intermitente. Ainda assim, se vai eletrificar toda a casa (aquecimento + AQS + cozinha + carro elétrico), o seu eletricista deve recalcular a potência.
- Quadro elétrico e ligação à terra em boas condições e com proteções dedicadas ao equipamento.
- Secção do cabo adequada até ao local da unidade exterior.
Se tem ou planeia instalar painéis fotovoltaicos, toda a gama inclui de série o gestor energético ecoSMART e-manager, que transforma o excedente elétrico em energia térmica (aquecendo o acumulador ou a massa térmica do piso radiante) em vez de o injetar na rede. É uma das razões pelas quais a combinação de aerotermia + energia solar funciona tão bem: consulte o nosso artigo sobre aerotermia e painéis solares.
5. Autorizações, condomínio e ruído
- Moradia unifamiliar: normalmente, basta uma comunicação prévia ou uma licença para pequenas obras junto do seu município. Informe-se antes, porque os requisitos variam muito entre municípios.
- Apartamento ou edifício: colocar uma unidade na fachada, num pátio ou numa cobertura comum costuma exigir autorização do condomínio. Se o elemento for comum, a decisão rege-se pela Lei da Propriedade Horizontal. Num terraço ou numa varanda de uso privativo, a situação costuma ser mais simples, mas continua sujeita aos estatutos.
- Ruído. Os regulamentos municipais estabelecem limites para o ruído nas habitações vizinhas, especialmente durante a noite. Os equipamentos ecoAIR+ têm ventiladores de alta eficiência com controlo de velocidade variável e modo silencioso, mas a localização importa tanto como o equipamento: evite colocar a unidade em frente à janela do quarto do vizinho.
- Zonas protegidas ou centros históricos: podem restringir a instalação em fachadas visíveis da via pública.
Se vive num edifício, poderá interessar-lhe a nossa análise sobre aerotermia em condomínios.
Que obras são necessárias, exatamente?
Depende da situação atual. Estes são os três cenários reais:
Cenário A — Já tem aquecimento por água (caldeira a gás ou gasóleo)
É o caso mais habitual e o mais simples. A intervenção consiste em:
- Retirar a caldeira e a respetiva chaminé ou saída de fumos.
- Colocar a unidade exterior sobre uma base.
- Instalar a tubagem hidráulica entre o exterior e o interior (através de um roço ou de uma passagem pela parede).
- Ligar ao circuito de radiadores existente.
- Instalar a unidade interior e o acumulador de AQS.
- Adequar a instalação elétrica.
Duração habitual: 1-3 dias. Não se mexe no pavimento, não se trocam os radiadores nem se remexe a casa toda. Além disso, deixa de precisar do depósito de gasóleo e de tudo o que lhe está associado (encomendas, cheiros, manutenção do queimador).
Cenário B — Habitação sem circuito de água (aquecimento elétrico ou unidades split)
Aqui são necessárias obras, porque é preciso criar a rede de distribuição. As opções, da menor para a maior intervenção, são:
- Ventiloconvectores com tubagens à vista ou pelo teto falso: intervenção média, sem levantar pavimentos.
- Radiadores novos de baixa temperatura: obras localizadas nas paredes.
- Piso radiante: a solução mais eficiente e confortável, mas implica levantar o pavimento. Só faz sentido se já estiver a planear uma remodelação.
Cenário C — Construção nova ou remodelação integral
O cenário ideal. Tudo é dimensionado de raiz, normalmente com piso radiante, e a bomba de calor trabalha a baixa temperatura com o máximo rendimento.
E se viver numa zona muito fria?
É uma preocupação legítima: a bomba de calor retira energia do ar exterior e, quanto mais frio estiver esse ar, maior será o esforço necessário.
Duas tecnologias da gama Ecoforest dão resposta a esta questão:
- Sistema DDC (Dynamic Defrost Cycle): o descongelamento é um dos pontos fracos clássicos da aerotermia. O DDC evita que o compressor tenha de parar durante o ciclo de descongelamento, reduzindo a sua duração e mantendo o rendimento do equipamento.
- Tecnologia EVI: o modelo ecoAIR+ EVI 4-20 incorpora injeção de vapor, o que lhe permite manter a capacidade de produção até aos -25 °C de temperatura exterior.
A gama ecoAIR+ PRO com R290 funciona numa ampla gama de condições sem apoio elétrico, produzindo água quente mesmo em condições exigentes. Dito isto, nas zonas climáticas E do CTE, o dimensionamento deve incluir uma margem maior e convém ponderar o modelo EVI ou, se o terreno o permitir, optar diretamente por uma bomba de calor geotérmica, que utiliza uma fonte térmica estável ao longo de todo o ano.
Quando a aerotermia NÃO é a melhor opção
Preferimos ser claros:
- Habitação com isolamento muito deficiente e sem intenção de o melhorar. A bomba de calor funcionará, mas as necessidades energéticas serão tão elevadas que a poupança se dilui. Antes de investir num equipamento mais potente, invista em janelas e isolamento.
- Segunda habitação utilizada muito esporadicamente. O prazo de retorno do investimento aumenta muito se só a usar quinze dias por ano.
- Impossibilidade física ou legal de colocar a unidade exterior. Se o condomínio o proibir e não houver alternativa, a instalação não é possível.
- Instalação de radiadores muito subdimensionada e sem possibilidade de a ampliar. É possível resolver o problema, mas isso encarece o projeto.
Lista de verificação: a minha casa é adequada?
Assinale os pontos que cumpre:
- Disponho de ~1 m² num espaço exterior ventilado (terraço, jardim, pátio, cobertura ou fachada)
- Tenho radiadores, piso radiante ou ventiloconvectores (ou posso instalá-los)
- Tenho um espaço interior para o módulo hidráulico e o acumulador de AQS
- O meu quadro elétrico está em bom estado e tem ligação à terra
- Posso colocar a unidade exterior sem conflitos com o condomínio nem com os regulamentos municipais
- Conheço o estado do isolamento da minha habitação
- Sei de que serviços preciso: aquecimento, arrefecimento, AQS, piscina
Cinco ou mais pontos assinalados: a sua habitação é adequada. O passo seguinte é um estudo das cargas térmicas.
Perguntas frequentes
É possível instalar aerotermia numa casa já construída? Sim. É, aliás, o cenário mais habitual em Espanha. Se já tem aquecimento por água, substituir a caldeira por uma bomba de calor aerotérmica é uma intervenção de poucos dias. Abordamos o tema em detalhe em instalar aerotermia numa casa já construída.
É possível instalar aerotermia sem obras? Sem obras estruturais, sim, desde que já exista um circuito de água. Será necessário fazer uma passagem pela parede ou um roço para a tubagem hidráulica e adequar o quadro elétrico, mas não se levantam pavimentos nem se derrubam paredes. Consulte aerotermia em apartamentos e habitações sem obras.
De que potência preciso? Depende da área, do isolamento, da zona climática e dos emissores, não apenas dos metros quadrados. A gama ecoAIR+ abrange desde 1 kW até 24 kW num único equipamento (ecoAIR+ 6-24 PRO) e até 144 kW numa configuração em cascata de até seis unidades. Um estudo das cargas térmicas é indispensável: sobredimensionar é tão prejudicial como escolher uma potência insuficiente.
Preciso de uma sala técnica? Não. Por ser um sistema monobloco, a parte interior resume-se ao módulo hidráulico e, opcionalmente, ao acumulador de AQS. Cabe num armário ou no espaço que a caldeira ocupava.
Também serve para arrefecer no verão? Sim. A gama ecoAIR+ proporciona aquecimento, arrefecimento, água quente sanitária e climatização de piscinas com um único equipamento. No verão, inverte o ciclo e retira calor do interior da habitação.
Qual é o seu rendimento real? As bombas de calor aerotérmicas da Ecoforest atingem rendimentos até 400%: por cada kW elétrico consumido, geram entre 3 e 5 kW térmicos, consoante as condições exteriores e a instalação.







