O espaço útil nos centros urbanos é um bem cada vez mais precioso. Em apartamentos pequenos, estúdios e apartamentos no último piso, onde cada metro quadrado conta e onde realizar obras invasivas é inviável ou excessivamente incómodo para os condomínios, dispor de uma climatização eficiente tornou-se uma prioridade fundamental.
Tradicionalmente, presumia-se que a aerotermia estava reservada exclusivamente a moradias unifamiliares com jardins amplos ou salas técnicas dedicadas. No entanto, a evolução tecnológica das bombas de calor monobloco e a utilização de refrigerantes naturais como o propano (R290) permitem usufruir de aquecimento, arrefecimento e água quente sanitária (AQS) através da aerotermia em apartamentos pequenos, de forma compacta, silenciosa e, sobretudo, sem realizar obras complexas.
1. O desafio da climatização urbana: porquê adaptar a aerotermia a apartamentos pequenos e apartamentos no último piso?
Ao renovar o sistema de aquecimento num apartamento ou num apartamento no último piso em meio urbano, os proprietários enfrentam três obstáculos principais:
- Grave limitação do espaço interior: Ausência de sala técnica ou sala das caldeiras.
- Regulamentos e estética de fachadas/terraços: A impossibilidade ou dificuldade de instalar tubagens frigoríficas complexas entre a fachada e o interior.
- Evitar remodelações invasivas: O desejo de não levantar pavimentos nem substituir a rede de emissão existente (como os radiadores convencionais).
Ao contrário dos sistemas de combustão tradicionais, como o gás ou o gasóleo, a aerotermia extrai até 80% da energia do ar exterior, fornecendo um rendimento térmico (COP) 3, 4 ou até 5 vezes superior à eletricidade consumida.
Para consultar informações detalhadas sobre estimativas de investimento de acordo com a área da habitação, pode ler a nossa análise detalhada dos preços da aerotermia para moradias e apartamentos de acordo com os metros quadrados.
2. Como funciona a aerotermia sem obras num apartamento ou num apartamento no último piso?
A chave para instalar aerotermia num apartamento pequeno sem alterar a estrutura da habitação reside em dois pilares tecnológicos: o design monobloco e os equipamentos de alta temperatura.
Bombas de calor monobloco: sem tubagens de refrigerante no interior
Ao contrário dos sistemas bibloc (split), uma bomba de calor aerotérmica monobloco integra todo o circuito frigorífico e o compressor numa única unidade exterior. Desde o terraço, varanda ou cobertura do apartamento no último piso até ao interior da habitação, apenas passam tubagens hidráulicas (água).
- Instalação limpa: Não exige o manuseamento de gases fluorados dentro da habitação nem a passagem de tubagens frigoríficas pelos tetos.
- Aproveitamento do espaço: Não se perdem metros quadrados úteis dentro do apartamento com unidades interiores volumosas.
Reutilização dos radiadores existentes
Graças ao desenvolvimento da tecnologia Inverter combinada com o refrigerante natural R290 (propano), bombas de calor como a ecoAIR+ 1-7 PRO conseguem fornecer água a temperaturas de até 70 °C sem necessidade de ativar resistências elétricas de apoio.
Isto significa que não é obrigatório levantar o pavimento para instalar piso radiante; é perfeitamente possível ligar o equipamento diretamente aos radiadores de alumínio ou ferro fundido existentes. Se quiser saber mais sobre como adaptar este sistema a emissores tradicionais, consulte o nosso guia sobre aerotermia em apartamentos antigos com radiadores.
3. A solução Ecoforest: ecoAIR+ 1-7 PRO e soluções ultracompactas
Para responder diretamente às necessidades do meio urbano e das habitações de dimensões reduzidas, a Ecoforest desenvolveu soluções de aerotermia monobloco de alta eficiência adaptadas a espaços limitados.

Características da bomba de calor ecoAIR+ 1-7 PRO
O modelo ecoAIR+ 1-7 PRO foi concebido tendo em conta as necessidades térmicas e de espaço dos apartamentos e dos apartamentos no último piso:
- Dimensões ultracompactas: Com apenas 823 × 1050 × 435 mm, cabe discretamente em terraços, marquises ou varandas de apartamentos no último piso.
- Potência modulante (1 a 7 kW): A tecnologia Inverter ajusta a velocidade do compressor Scroll exatamente às necessidades imediatas do apartamento, evitando consumos desnecessários e garantindo um COP de até 400% (A+++).
- Refrigerante natural R290: Tem um Potencial de Aquecimento Global (GWP) de apenas 3, cumprindo antecipadamente os regulamentos ambientais europeus F-Gas e oferecendo a máxima eficiência ecológica.
- Produção eficiente de AQS: Para habitações que procuram resolver apenas as necessidades de água quente sanitária ou complementar a climatização, a gama ecoTHERMO 200/260 PRO oferece depósitos monobloco compactos com proteção antilegionela automática e controlo tátil inteligente.
Para analisar outros cenários de integração em habitações já construídas, pode encontrar mais informações no nosso artigo sobre aerotermia em apartamentos e habitações sem obras: soluções, vantagens e casos reais.
4. Comparação de soluções de climatização para apartamentos pequenos
Para avaliar rapidamente qual é a melhor alternativa de acordo com a configuração da sua habitação, analisamos as opções mais comuns:
| Sistema | Necessidade de obras | Espaço interior necessário | Rendimento (COP/EER) | Produção integrada de AQS |
| Aerotermia monobloco R290 (ex.: ecoAIR+ 1-7 PRO) | Nenhuma / Mínima (Aproveita os radiadores) | Mínimo (sem unidade de gás no interior) | Até 400% – 500% (A+++) | Sim (Através de acumulador compacto) |
| Caldeira de condensação a gás | Baixa (saída de fumos obrigatória) | Médio (exige espaço na parede interior) | ~90% – 105% | Sim |
| Ar condicionado split + termoacumulador | Média (abertura de roços ou instalação de calhas para tubagens de gás) | Elevado (vários splits + depósito volumoso) | ~250% – 300% (Apenas ar) | Não (Termoacumulador independente) |
| Salamandra a pellets de ar / canalizável | Baixa (exige saída de fumos conforme a regulamentação) | Muito reduzido com modelos planos (ex.: Mónaco 22 cm) | >90% (Aquecimento rápido) | Opção com hidrossalamandra |
Nota sobre alternativas a biomassa: Em apartamentos ou divisões onde não seja possível instalar a unidade exterior de aerotermia, existem soluções a biomassa ultrafinas, como a salamandra a pellets Mónaco, com apenas 22 cm de profundidade e um rendimento de 94,4%. No entanto, é sempre necessário verificar os regulamentos do condomínio relativos à evacuação de fumos.
5. Principais vantagens da aerotermia em apartamentos no último piso
Os apartamentos no último piso apresentam uma dinâmica térmica particular: são extremamente propensos a perdas de calor no inverno e ao sobreaquecimento devido à radiação solar no verão.
- Climatização integral 3 em 1: Um único equipamento assegura o aquecimento no inverno, o arrefecimento durante os meses quentes e a água quente ao longo de todo o ano.
- Arrefecimento eficiente: Através de ventiloconvectores ou piso radiante para arrefecimento, a bomba de calor elimina a necessidade de instalar vários aparelhos de ar condicionado independentes.
- Integração com energia solar fotovoltaica: Por disporem de terraços ou coberturas desimpedidas, os apartamentos no último piso são ideais para instalar painéis solares. Com o gestor energético ecoSMART e-manager, a bomba de calor ajusta a sua potência em tempo real para aproveitar os excedentes fotovoltaicos e alcançar um custo energético quase nulo.
- Baixo nível de ruído: Os ventiladores axiais de alta eficiência e o modo ecoSILENCE asseguram um funcionamento silencioso que respeita o descanso e a convivência na vizinhança.
Se desejar conhecer mais pormenores sobre a legislação e as normas de funcionamento em edifícios multifamiliares, sugerimos que leia o nosso artigo sobre aerotermia em condomínios: como funciona e quando é rentável.
6. Passos para a instalação num apartamento ou num apartamento no último piso sem obras
Para realizar a instalação com todas as garantias de sucesso, é aconselhável seguir um procedimento estruturado:
- Estudo das cargas térmicas: Calcular as necessidades de potência (geralmente entre 1 e 7 kW para apartamentos pequenos de 50 a 90 m²).
- Localização da unidade exterior: Selecionar o espaço ideal na varanda, no terraço ou na cobertura técnica, assegurando a circulação do ar.
- Ligação hidráulica à rede de coletores: Ligar a bomba monobloco ao circuito existente de radiadores ou emissores.
- Configuração remota: Ligar o módulo ecoSMART easynet para gerir, programar e monitorizar a temperatura da habitação em tempo real através do smartphone ou tablet.
Perguntas frequentes (FAQ)
É possível instalar aerotermia num apartamento sem terraço?
Sim. Embora os terraços facilitem a instalação da unidade monobloco, se não dispuser de varanda ou terraço, a unidade exterior pode ser fixada na fachada ou na cobertura comum, sempre com as autorizações exigidas pelo condomínio.
É necessário substituir os radiadores tradicionais?
Não é indispensável. A gama ecoAIR+ PRO da Ecoforest funciona com refrigerante R290 e fornece água a 70 °C, permitindo manter os radiadores de alumínio ou ferro existentes sem perder conforto na habitação.
Quanto se pode poupar com aerotermia em comparação com uma caldeira a gás tradicional?
A aerotermia oferece eficiências de até 400%-500%, em comparação com os ~90% das caldeiras convencionais. Isto traduz-se em reduções diretas na fatura energética que podem ultrapassar os 60-70%, especialmente se for combinada com um sistema de gestão fotovoltaica.
Conclusão
Recorrer à aerotermia para climatizar apartamentos pequenos e apartamentos no último piso já não é uma promessa para o futuro, mas sim uma realidade acessível. Graças a soluções de design monobloco como a ecoAIR+ 1-7 PRO, é possível transformar a eficiência energética da habitação, usufruir de arrefecimento, aquecimento e AQS num único equipamento e dispensar completamente as obras incómodas.
Se desejar obter um estudo personalizado para a sua habitação ou conhecer a rede de instaladores autorizados, visite a nossa secção oficial de bombas de calor aerotérmicas Ecoforest.







